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                               ANOMALIAS UROLÓGICAS DA CRIANÇA

 

      Vamos tratar aqui de forma resumida de outras causas mais comuns no sistema urinário e como podem ser suspeitadas:

a) ultrassonografia (US )  na gravidez  - metade das alterações ultrassonográficas realizadas neste período pode mostrar alguma alteração do sistema urinário fetal, sendo que a maioria não tem nenhum significado clínico ou funcional. A mais comum é a dilatação da pélvis renal (hidronefrose) ou seja, acúmulo de urina  em maior ou menor grau. Muitos  destes casos tendem a normalizar espontaneamente, dependendo do grau de dilatação piélica, que deve mensurada por US após o nascimento  e dependendo desta, se optar por apenas o acompanhamento ultrassonográfico  periódico, sem mais exames complementares iniciais. Nos pacientes que apresentam hidronefrose moderada ou severa, devem ser solicitados exames par termos um diagnóstico correto e a conduta adequada. A obstrução pieloureteral é a mais freqüente e necessita tratamento cirúrgico  Exames de função renal (cintilografias) antes de 30 dias de vida têm valor questionável, pela imaturidade renal nesta fase da vida.

b) infecção urinária - pode ser o primeiro sinal de  uma anomalia urinária, pois em torno de 30 %  pode está presente o refluxo vésico ureteral, que é o retorno da urina da bexiga para os rins, durante ou não a micção . Nesta situação o diagnóstico somente é dado pela radiografia chamada cistouretrografia miccional

      É muito importante diagnosticar o refluxo precocemente, pois se não tratado, pode determinar lesão renal, cuja gravidade é diretamente proporcional ao número de infecções e ao grau do refluxo  suas conseqüências  são mais graves,  quanto menor for a criança. A avaliação da função renal nestes casos é imperiosa para  determinar se já existem cicatrizes renais conseqüentes , pois estas são definitivas e podem interferir no desenvolvimento normal do rim. O tratamento do refluxo é inicialmente clínico, cabendo ao cirurgião juntamente com o pediatra, decidirem sobre as indicações cirúrgicas que devem ser precisas e cujos resultados são excelentes

c) rins ou bexiga palpáveis – podem ser devido à obstrução parcial à passagem da urina e os exames  complementares elucidam o diagnóstico, cujo tratamento estará direcionado à sua etiologia.

      Podemos dizer que o diagnóstico correto de uma anomalia renal , ureteral ou uretral na criança é realizado sem dificuldades , devendo ser precoce para que se estabeleça o tratamento. Este depende principalmente do tipo de anomalia e a cirurgia deve ser indicada  nos casos que possam levar ao comprometimento da função renal , por esvaziamento urinário insatisfatório, devendo ser  realizada  por especialistas no assunto. O prognóstico é bom na grande maioria dos casos.

 

Dr. Wilberto Trigueiro - Médico - CRM 871
Cirurgião Pediatra;

Especialista em Cirurgia Pediátrica pela AMB;

Coordenador da Disciplina de Cirurgia Pediátrica do Curso de Medicina - UFPB.

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